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Treinamento em compaixão: como me enriqueceu como nutricionista e como pode enriquecer a sua vida

February 9, 2015

 

Nestes últimos cinco dias, participei na Associação Palas Athena (associação sem fins lucrativos cuja missão é “aprimorar a convivência humana desenvolvendo ações educativas por meio da aproximação das culturas e articulação dos saberes”, saiba mais aqui) de um treinamento em compaixão com dois monges budistas. Um deles, inclusive, criou o que se chama de Treinamento em Compaixão na Abordagem Cognitiva (Cognitive Based Compassion Training ou CBCT), um programa que busca melhorar a qualidade de vida de diversas populações e que vem sendo avaliado por meio de estudos científicos (veja uma explicação mais detalhada sobre o método e sobre as pesquisas realizadas aqui).

 

O treinamento foi intenso e cansativo. Afinal, falar e praticar compaixão pode ser um tanto quanto difícil! Inclusive, o momento em que mais precisamos praticar compaixão é justamente quando ela é mais difícil... Mas fiquei muito feliz em ter participado, pois acredito que me tornou uma nutricionista melhor. Explico.

 

Um dos pontos que foi muito reforçado no curso, inclusive por meio da exposição de estudo científico que comprovou o fato, é que treinar compaixão – por meio de meditações e do cultivo da empatia, por exemplo – aumenta a reatividade de uma área de nosso cérebro chamada amígdala, importante na autopreservação da espécie já que é o centro identificador de situações de “perigo” e está envolvida na produção de uma resposta a emoções como medo e ansiedade. Ou seja, o estudo mostrou que, ao serem expostos a imagens negativas, os indivíduos que passaram por treinamento de compaixão se tornaram mais sensíveis a estas imagens, mas apresentaram menores escores de depressão do que os indivíduos não treinados. Isso significa que, apesar de terem sido expostos a imagens de sofrimento alheio, conseguiram expressar maior empatia mas mantendo um “distanciamento” saudável, sem “mergulhar” na situação negativa do outro.

 

Ora, empatia e compaixão são qualidades primordiais para qualquer bom terapeuta nutricional! De outra forma, não conseguiríamos ajudar de forma consistente nossos pacientes com suas dificuldades. Nos sentiríamos sobrecarregados demais e poderíamos nos contaminar com uma sensação de desesperança.

 

Outra questão é que, no treinamento de compaixão, um dos primeiros passos é desenvolver e aprimorar a nossa autocompaixão. Não podemos verdadeiramente sentir compaixão pelo outro se não sentimos por nós mesmos. E como eu já coloquei em alguns outros posts, autocompaixão implica em deixar de lado a culpa e aceitar nossas falhas, nosso caráter imperfeito, nossos desejos íntimos... Enfim, quem nós somos de fato. Implica em autoconhecimento.

 

A grande questão é que aceitação não significa passividade. Porém, enquanto estivermos imersos em culpa e julgamento, não poderemos enxergar a situação que tanto nos incomoda por uma perspectiva mais ampla, para podermos então encontrar um novo caminho. E eu vejo isso direto com as pessoas que buscam minha ajuda para mudar sua relação com a comida, mas que têm muita dificuldade nesse processo por se julgarem ou se criticarem demais.

 

 

Então, sou muita grata por esse curso pois contribuiu na minha evolução como nutricionista. Na minha evolução como pessoa. E espero que o exercício da compaixão possa ajudá-lo também. 

 

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