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O que são pensamentos?

August 31, 2016

"Se você estiver preso no seu trânsito mental, respire"

 

Esses dias me peguei pensando sobre o poder que têm os pensamentos. E o que são eles afinal? Para mim, são ideias que surgem na mente – muitas vezes mediadas por emoções que estamos sentindo – e que têm por objetivo nos passar alguma mensagem: a respeito de nós mesmos ou da situação e do ambiente em que estamos. Por exemplo: se estamos numa sala e alguém grita “FOGO!”, um pensamento que surgirá automaticamente é “CORRA!”.


O problema é que pensamos sem parar, isso faz parte da natureza humana. Uma analogia budista diz que nossos pensamentos são como macaquinhos, pulando de galho em galho: algo que eu deveria ou não ter feito, algo que preciso ainda fazer, julgamentos a respeito de mim e do outro... Apesar de serem efêmeros – eles vêm e vão – e de só existirem em nossa cabeça, nossos pensamentos podem ser tão fortes e poderosos que muitas vezes nos arrastam para onde bem entendem, e ficamos presos numa ruminação sem fim.

Isso acontece muito com meus pacientes que apresentam uma preocupação exacerbada – por vezes obsessiva – com a comida, atividade física e o corpo. A todo momento pensando com muito julgamento no que devem comer, no que não devem, em quanto precisam malhar para “queimar” aquelas calorias, em como “não precisavam” ter comido aquele chocolate, remoendo a culpa... Isso muitas vezes os impede até mesmo de levar adiante suas atividades diárias, pois não conseguem se desvencilhar desses pensamentos, e obviamente eles têm muita dificuldade de sentir prazer e satisfação com aquilo que comem. 

Sabendo sobre essa natureza efêmera dos pensamentos, um primeiro passo seria se aproximar de fato deles, tomar consciência e ouvir sua voz. Em que situações o pensamento se manifesta? Como ele “fala” comigo? O tom é crítico, julgador, debochado? E mais importante: a mensagem que ele está tentando me passar é real, me diz algo verdadeiro sobre mim mesmo ou sobre o que de fato vai acontecer? Ou é só um pensamento? Se for só um pensamento, respire fundo, agradeça-o e deixe-o ir.

Um exemplo prático: a pessoa comeu um fast food e já começa a pensar em como não deveria ter comido aquilo, e em quanto vai ter que correr na esteira para compensar aquela refeição. Para essa pessoa, esse é um pensamento que já vem de forma automática. Ela pode notar que está pensando sobre isso e se questionar: será mesmo que um único sanduíche é capaz de me engordar? Será que realmente é necessário fazer alguma compensação? Todos que comem um sanduíche e não compensam engordam? Será que eu não comi pois de fato estava com vontade? Isso por acaso é tão errado assim? Depois de observar seu pensamento e entender que talvez ele seja somente isso – um pensamento –, essa pessoa pode agradecê-lo e deixá-lo ir embora, como uma nuvem que desaparece no céu.  

 

Esse é um exercício de atenção plena, uma “musculação mental” que requer prática diária. Não é fácil. Mas pode ser muito revelador e satisfatório. 

 

Boa semana a todos! Ah! E feliz dia do nutricionista!

 

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