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Os imprevistos da vida

May 2, 2017

Hoje pela manhã, ao descer na sala de ginástica do meu prédio, encontrei uma gatinha abandonada que miava sem parar. Levei-a até a portaria, os porteiros não a reconheceram. Ela tremia de frio. Sem saber o que fazer, subi com ela para o apartamento e dei um pouco de leite. Enquanto olhava para ela, comecei sentir algo que me é comum: o desconforto diante de imprevistos e daquilo que não está planejado.

 

A mente começa a ruminar: “o que vou fazer agora? Fico com ela? Mas minha mãe não quer animais... O que ela vai dizer quando acordar e vê-la aqui? Dou um nome? Levo ao veterinário? Não faço ideia de como cuidar de gato! Socorroooo!”

 

Isso também acontece quando me vejo diante de imprevistos alimentares. Ano retrasado, no aniversário de minha mãe, me lembro bem que planejamos conhecer um novo restaurante italiano no bairro. Quando acordei naquele dia, me preparei mentalmente para comer nhoque, minha massa preferida. O detalhe é que nenhum de nós se lembrou de fazer reserva, então ao chegarmos lá fomos recebidos com uma espera de mesa de duas horas!

 

Minha mãe não quis aguardar e fomos para um outro restaurante do bairro, que serve peixes de água doce. Apesar de eu também gostar, aquilo me pegou de surpresa. Afinal, eu já tinha construído na minha mente a ideia fixa do nhoque. “Como assim não vou comer o que estava planejado?!” o fato é, quando me dei conta, estava agindo como uma criança mimada e rebelde, emburrada por não estar comendo o que gostaria e, pior, beliscando a entrada que meus pais pediram sem nem perceber!

 

Claro que nem sempre isso acontece; hoje, graças à minha prática de atenção plena (mindfulness), sou uma pessoa mais flexível com as pequenas “frustrações alimentares” que tanto já me incomodaram. Diante de qualquer situação alimentar, consigo observar meus pensamentos e sensações surgindo e não preciso mais responder a eles de forma automática.

 

E você, já parou para refletir como reage aos imprevistos alimentares? E aos imprevistos gerais de sua vida?

 

PS: em relação à gatinha, não sei ainda os próximos passos. Só sei que por enquanto ela ficará comigo. E a partir de agora, seu nome é Baunilha :)

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