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Body image flexibility

February 24, 2019

Crédito da imagem: Getty Images

 

Acho muito interessante e importante a existência e o crescimento atuais dos movimentos de positividade corporal (body positivity) nas redes sociais e na sociedade em geral. Acredito sim que precisamos nos abrir para a oportunidade de apreciar mais nossos corpos, sua beleza natural e sua funcionalidade.

 

Porém, também reconheço que gostar mais do próprio corpo não é um evento ou uma decisão, como dá a entender muitas postagens do Instagram, mas sim um processo; não é algo simples ou rápido para muitas pessoas, que passaram a vida internalizando a ideia de que seu valor como indivíduo tem a ver com a aparência de seu corpo; pessoas cujos corpos passaram por traumas inimagináveis; pessoas que sofrem com distorção de imagem corporal e transtornos alimentares...

 

Em meio a essa reflexão pessoal, me deparei em alguns artigos científicos com o termo body image flexibility, que numa tradução livre seria “flexibilidade de imagem corporal”. Esse conceito, muito útil na terapêutica dos transtornos alimentares, engloba a habilidade de vivenciar uma ampla gama de sensações e pensamentos sobre o próprio corpo – positivos, neutros e inclusive negativos –, sem deixar que eles impeçam você de viver uma vida que valha a pena ser vivida, uma vida orientada de acordo com seus valores e prioridades. Traduzindo em miúdos, body image flexibility seria aceitar e entender que vai haver dias em que você vai se sentir mal com seu corpo – afinal, existe uma cultura que alimenta e se beneficia disto! –, e tudo bem! Isso faz parte da experiência humana! A grande questão é saber acolher esse desconforto e não precisar mais ser definido por ele. É poder ir à praia mesmo não se sentindo tão bem com o corpo. É conceber a possibilidade de poder arranjar um parceiro/a mesmo estando desconfortável com sua imagem corporal, e não comprar a ideia de que “ninguém vai me achar bonito/a assim”. É poder viver a vida em sua plenitude mesmo em períodos em que ainda não se construiu uma relação sólida de amizade e gentileza com o corpo.

 

Afinal, como diz a poeta e escritora Maya Angelou, “você pode não ser capaz de controlar todos os eventos da sua vida, mas pode escolher não ser reduzido a eles”.

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